sexta-feira, 6 de julho de 2012

Nós em Paris: passeando de barco pelo Sena, experiência low-budget

  
Passear de barco pelo Sena é uma experiência bem comum para turistas, mas não estava na minha lista de prioridades. Daí descobrimos uma opção que achamos interessante e com bom custo benefício - o Batobus. Não é um daqueles passeios chiques e românticos pelo rio, que tem jantar e tudo, não. Na verdade é um serviço de transporte, que nem aqueles ônibus hop-on-hop-off. Funciona assim: você compra o passe para um dia (ou dois dias, ou quantos dias quiser) e durante aqueles dias tem o direito de usar o serviço quantas vezes quiser, descendo e subindo nas paradas que achar mais interessantes. O valor por um dia é bem mais em conta que um passeio no Bateaux Mouche ou semelhantes, sai a 15 euros por pessoa e dá para usar o dia todo (só o passeio no Bateaux Mouche tem um preço semelhante. Com jantar sai por uns 100 euros). Não tem guia nem informações turísticas, apenas a informação de qual parada é a próxima. Nós fizemos quase o circuito inteiro, demos uma volta pelo rio (passando pela torre Eiffel, Notre Dame e outros pontos turísticos), daí saímos em outro ponto que nos interessava passear e pegamos o metrô para ir embora. Pra quem foge de guia turístico como eu, pode ser uma opção interessante.

Nos preparando para entrar no barco

Na 'varandinha' do barco





quinta-feira, 5 de julho de 2012

Nós em Paris: A Champs-Elysees, a Sephora e mais!

Depois de passear pelo Arco do Triunfo, seguimos pela Champs-Elysees. A rua estava lotada de turistas, com mil lojas de todos os tipos.



Foi lá que eu entrei na Sephora (enorme, gigantesca, linda!). Chegando lá fui atendida por uma simpática vendedora indiana que sabia falar Bom dia e Obrigada começou a pegar os itens da minha listinha (fui cheia de pedidos da sogra, cunhada, amigas...).

pinto no lixo!


Daí ela perguntou: "E para você, não quer nada?". E eu disse que queria um corretivo legal (sou a louca dos corretivos, estou sempre procurando por um melhor!). Começou a brincadeira! Ela me fez experimentar vários, até que gostei de um e aí ela me maquiou inteira, foi muito legal! rs No fim das contas, acabei levando o corretivo e a base da marca (estou apaixonada por eles até hoje), fora outras coisinhas que estavam na minha wishlist. Tem coisa melhor?



Algumas das coisinhas que comprei

Neste mesmo dia, resolvemos ir à Galeria Lafayette. Realmente é um barato de olhar o teto e a arquitetura, mas ficamos lá pouquíssimo por dois motivos: 1- estava lotado, muito lotado. 2- é tudo caríssimo! Nem foto tirei. Como bem recomendou a querida Andrea, vale para olhar o teto, se assustar com os preços e pronto. Vale ressaltar que dentro de lá tem um quiosque Pierre Hermés. Achei os macarrons mais gostosos que os da Laduree, e ainda trouxe uma geleia para minha avó que foi bem elogiada. Mas fiquei superchateada porque lá a moça recusou uma nota de 50 euros, dizendo que era falsa, mas depois testamos e não era, não.

Leleco aprova o macarron
Neste mesmo dia resolvemos passear de barco no Sena. Foi um passeio simples, não aqueles com jantar e tal. Amanhã conto a experiência.



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Nós em Paris: cuidado com os golpes

Antes de viajarmos, li no Conexão Paris sobre golpes que costumam aplicar em turistas em Paris. São vários e vale a pena se informar, pois foi por bem pouco que não caímos em no golpe do anel - se não tivesse lido, acho que teríamos nos ferrado.

Reproduzo aqui o texto do Conexão Paris:

Tudo se passa da seguinte forma. Quando você estiver caminhando, de repente uma jovem apanha no chão, na sua frente, um anel. Ela te oferece a jóia dizendo que pertence a uma religião que a proíbe o uso de adereços. Você agradece e recusa a oferta, ela insiste, explica que acabou de encontrar este anel no chão, o coloca na sua mão e vai embora. Uns minutos após ela volta e te explica que aquele dia é um dia de sorte para você e que ela gostaria que fosse um dia de sorte para ela também. Se você não a presenteia com alguns euros ela vai te pedir. Se der somente uns 3 ou 4 euros achando que com esta soma vai acabar com a história,  ela vai te chamar de avarento e mesquinho.



Há quem diga também que fazem isso para distrair a atenção dos turistas e roubá-los.

Estávamos a caminho do Museu d'Orsay quando uma moça pegou um anel do chão e mostrou ao Leandro. Ele ia parar para dizer que não era dele, mas eu praticamente o arrastei (rs). Poucos metros depois, na mesma calçada, outra moça fez a mesma coisa. Ah, se eu não tivesse lido...

Perto da Sacre Couer, um grupo de homens tentava amarrar fitinhas no nosso pulso, dizendo que é para uma ação beneficente, algo assim. Fechei a cara e passei direto.

Vale a pena se informar e redobrar o cuidado, tentando manter a mesma atenção que teríamos se estivéssemos aqui no Brasil. #ficadica

terça-feira, 3 de julho de 2012

Pastéis de forno - ou: Me arriscando na cozinha.

Domingo passado eu me arrisquei na cozinha. Fiz pasteizinhos de forno para a festa junina das amigas. Nunca tinha feito massa para salgadinhos e massa, sabem como é: não adianta seguir receita, tem de "sentir".  Morri de medo de ficar uma porcaria. Acho que toda massa é assim: pão, macarrão, bolo, torta... principalmente porque a farinha pode estar mais seca ou úmida, os ovos variam de tamanho, e a massa pode não ficar no ponto certo se você não tiver sensibilidade para colocar um pouco mais de farinha ou leite ou o que quer que seja. Fiz algumas alterações na receita original e no fim, deu certo!

Pastéis de forno


  • 300g de farinha de trigo
  • 200g de farinha de trigo integral (pode usar apenas a de trigo normal, se quiser)
  • 250g de margarina
  • 1 colher de sobremesa de sal
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 1 gema para pincelar


Mistura tudo (menos a gema) numa tigela e mistura com as mãos. O ponto é macio e não gruda nas mãos. No meu caso, achei que tinha ficado muito molenga e acrescentei um pouquinho mais de farinha de trigo.

Faça bolinhas de massa e abra na mão. Não pode ser muuuito fina não. Daí é só rechear, fechar (eu fechei com as mãos mesmo - não ficou certinho, certinho) e colocar numa assadeira untada com óleo. Pincele um pouquinho da gema por cima para ficar douradinho. Leve ao forno por mais ou menos 40 minutos (ou até ficar dourado!).

Para o recheio, misturei 200g de ricota fresca, ervinhas diversas e 1 colher de chá de cream cheese. Mas pode rechear com o que quiser: carne moída, frango desfiado, queijo e presunto...

terça-feira, 26 de junho de 2012

Nós em Paris: O Arco do Triunfo

Estou devendo mais relatos da viagem, né. Esse blog virou um samba do crioulo doido, com assuntos misturados. Mas "Chez Biessa" a coisa é assim mesmo.

Desde a quinta série, estudei francês no colégio. O livro da matéria trazia uma imagem enorme do Arco do Triunfo. Talvez deva-se a isso meu amor por este monumento que, até pouco tempo atrás, eu só tinha visto em fotos.



O Arco do Triunfo fica bem na Champs-Elysees, a rua mais famosa de Paris. Juntar os dois num mesmo passeio é uma ótima pedida.

Nosso passeio começou um pouco antes (e mais distante). Tomamos café da manhã no Le Pain Quotidien (uma rede de cafés bem gostosinha) na Avenida Victor Hugo, uma das várias que desembocam na praça onde fica o Arco. Fizemos uma caminhada bem agradável de mais ou menos 1,5km pela rua. No caminho, várias lojas bonitas e uma enorme da Nespresso (onde me esbaldei com cafés - o que compro aqui por 90 reais lá custa 12 euros, façam as contas - e chocolates deliciosos da marca, que não são vendidos no Brasil).

Para chegar no Arco, que fica numa praça no meio de uma rotatória absurdamente movimentada, você precisa pegar uma passagem subterrânea na Champs-Elysees. Aqui mais uma vez vimos vantagem em comprar o Museum Pass: a fila para comprar ingresso para subir no Arco era enorme, e nós entramos direto.



A vista lá de cima é uma graça, com a Avenida supermovimentada ao fundo. Preste atenção ao Arco de La Defense (outro que eu vi muito nos meus livros de francês!), que foi construído formando uma linha reta com o Arco do Triunfo.

Depois, foi hora de passear na Champs-Elysees, ver as lojas caríssimas, me esbaldar na Sephora... Cenas dos próximos capítulos!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Bien manger: CT Trattorie

Prefácio: Esse espaço aqui é pra falar da minha casinha, das minhas aventuras de forno e fogão, mas sempre senti falta de falar um pouquinho sobre os restaurantes que visito eventualmente. Sou fã do Aventuras Gastronômicas, de São Paulo, justamente por achar legal ter impressões de "gente comum" sobre restaurantes - às vezes as opiniões dos críticos estão tão longe da nossa realidade! Então começa aqui um espaço para trocarmos ideias sobre restaurantes no Rio de Janeiro.

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Daí que na última quinta-feira eu saí da dieta e fomos jantar no CT Trattorie, novo restaurante do Claude Troisgros aqui no Rio, para comemorar os quatro anos de namoro.

Desde que vi que o Troisgros tinha aberto essa casa italiana que fiquei me coçando para visitar. Sou muito fã desse chef, pelas experiências passadas no CT Brasserie e no CT Boucherie (ainda me falta visitar o Olympe, mas $into que não é pro meu bico $$). Nem quando mamy disse que os preços eram sensivelmente mais altos que os do Boucherie, desanimei. Logo se vê que sou teimosa. Chegamos por volta das 20h e ainda tinham algumas mesas vagas. A casa não faz reserva. Poucos minutos depois, uma fila pequena já se formava.

Começamos com o couvert (um pão muito gostoso, macio e de casquinha crocante, servido com queijinho de cabra - o mesmo do Boucherie) e bruschettas toscanas (amo bruschettas!). No prato principal, queria comer algo diferente, que normalmente não pediria: fui de penne com paleta de cordeiro e cogumelos (delicioso) e maridão escolheu o polpetonne, recheado de queijo, gratinado com molho de tomate e servido com fritas bem fininhas. Olha, eu sou apaixonada por molho de tomate e costumo dizer, sem modéstia, que o que eu faço é muito gostoso - o de lá é mil vezes melhor que o meu. Cheguei ao ponto de me arrepender do meu prato ao provar o molho de tomate do dele. De sobremesa, creme brulée (um dos meus doces preferidos), delicioso, igualzinho aos que comemos na França. O serviço é impecável e o salão, uma gracinha (meio barulhento, é verdade).

A conta? Cara, mas valeu cada centavo. Recomendo o restaurante (quase) sem reservas. É só mesmo preparar a carteira!

CT Trattorie
Av. Alexandre Ferreira, 66 - Lagoa.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Cardápio semanal light

E desde que o blog começou, o post mais pesquisado e lido é o do cardápio semanal. Pois se é isso que interessa, vamos a ele! Uma sugestão de cardápio semanal bem leve, ideal para quem está fazendo dieta. Todo dia tem salada verde, arroz e feijão, mais um prato principal. Às vezes tem acompanhamento, pro Leandro não enjoar e eu comer bem pouquinho...
No caso dos dias 05 e 06, não programei nada pois é meu aniversário e sei que não vou jantar em casa, né? :)
As receitinhas foram pesquisadas na internet ou sugeridas pela minha médica. Vou colocando as receitinhas aqui aos poucos, pra dividir com vocês.

sábado, 9 de junho de 2012

Mousse de limão siciliano

Para receber dois casais de amigos em casa na última sexta-feira, uma receita fácil que ganha presença sendo servida em taças de martini.

Fácil é pouco: é receita for dummies.

Mousse de limão siciliano
1 caixinha de leite condensado
3 colheres de sopa de creme de leite fresco
3 claras em neve
Suco de 2 1/2 limões siciliano (coado, deu uns 150ml)

Misture bem o leite condensado com o suco coado dos limões e o creme de leite. Prove. Se achar muito doce, pode colocar mais suco ou creme de leite. Bata as claras em neve e misture delicadamente ao creme de limão. Daí é só levar para gelar por 1h30.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Receita dos amigos: Cheesecake de nutella da Luciana

Domingo passado fui conhecer a casa nova de uma amiga e lá ela preparou essa cheesecake de nutella maravilhosa, de comer rezando. Pedi e ela deixou compartilhar a receitinha com vocês. Sabe o melhor? É bem mais fácil de fazer do que parece! Obrigada pela receita, Lulis!

Cheesecake de nutella da LucianaMassa:240g de biscoito maisena
90g de margarina
Recheio 1:  400g de cream cheese (ela usou um pouco mais, foram dois potinhos do cream cheese da Polengui)
300 ml de creme de leite fresco
60 g de açúcar
1 colher de café de essência de baunilha
Recheio 2:1 pote e meio de nutella (daqueles grandes de 350g)
200 ml creme de leite fresco (é o que sobra, geralmente o creme de leite fresco vem na quantidade de 500 ml)
Modo de fazer:1) Tritura o biscoito (usei um mini processador, mas pode ser no liquidificador) até virar uma farofa e acrescenta margarina. Mistura tudo até formar uma consistência pastosa. Forra uma forma redonda desmontável e leve ao forno pré- aquecido (180º) por mais ou menos 10-15 minutos. Retira e deixa esfriar.
2) Enquanto a massa está no forno você faz o primeiro recheio, batendo os ingredientes do recheio 1 na batedeira. Depois que a massa estiver esfriado um pouquinho espalha essa mistura por cima e leva para geladeira por 2 horas até endurecer.
3) Mistura a nutella com o restante do creme de leite fresco e coloca por cima de tudo. Vai mexendo até ficar uma consistência brilhosa, caso ainda fique mais grossa pode colocar um pouquinho de creme de leite normal (foi o que eu fiz). Leva à geladeira novamente e deixa por pelo menos mais 1 hora.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Na França sem falar francês

A Priscilla me fez uma pergunta pertinente nos comentários e achei que valia a pena falar por aqui: Como eu me virei para me comunicar na França?
Eu estudei francês no colégio durante sete anos e depois ainda fiz curso. Mas já tem uns seis anos que não pratico a língua, então estava muito enferrujada. O que posso dizer é que fui me virando com o que eu lembrava (morri de vergonha nos primeiros dias!) e falei bastante inglês também.
Quase todo mundo falava inglês, mesmo nos lugares não tão turísticos. Quando eu precisava usar inglês, já ia logo na tática simpática, arranhando um pouco de francês: "Bonjour! Ça va? Mon français n'est pas bonne. Parlez-vous anglais?" (e se for errado, me desculpem, mas pelo menos me fiz entender! hehehe). Dizem que os franceses não gostam de falar inglês, mas a minha opinião (pela minha pequena experiência no país) é a de que eles não gostam de ARROGÂNCIA! Muitas vezes Leandro e eu fomos abordados em inglês por outros turistas, principalmente americanos, e víamos muita gente em restaurantes e lojas falando inglês de cara. Acho que é uma postura bem arrogante chegar num país estrangeiro falando inglês como se fosse a língua nativa de lá. Um "Bonjour" resolve, sabe.
Muitas vezes eu tinha de usar o inglês no meio de uma conversa porque começava em francês e eles iam todos empolgados falando rápido e eu me perdia. Aí eu delicadamente dizia "Pouvez-vous parler plus lentement s'il vous plaît?" (que eu acho até que está errado, mas todo mundo entendia! rs). Em último caso, pedia desculpas e falava inglês. No terceiro dia, só de ouvir francês pra lá e pra cá, já estava até lembrando mais do idioma...
Apesar disso, algumas vezes fui em lugares que ninguém falava inglês e penei um pouquinho, mas com paciência e mímica tudo se fazia entender. O Leandro não fala uma palavra de francês e se virava em inglês ou na mímica! rs
Minha dica é: simpatia, paciência e um sorriso sempre, que os franceses vão te tratar muito bem.
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